Pacto com Turkenstein

Na festa do Coração de Jesus, a 23 de junho de 1797; durante quase todo o dia, o Padre Colmar e suas duas filhas espirituais, Sra. Humann e a Sra. Breck, permaneceram em oração na capela em Turkenstein, “lugar ignorado do mundo”, situado sobre a encosta Lorena dos Vosges. Já pela tarde foi assinado o ato de união que, como uma sementinha escondida na terra, deveria crescer com o tempo, e produzir, sob a ação de Deus, uma árvore carregada de ramos, de flores e frutos.

Pe. Colmar propõe como ideal de vida uma “união inseparável” entre eles três: “Fazei, Senhor, que seus corações sejam um, como Vós e vosso Pai sois um.”

Essa “união indissolúvel” está fundada no “adorável Coração de Jesus” e seu terreno de aplicação é a educação da juventude, o alívio dos doentes. Cada ano, a festa do “adorável Coração de Jesus” será “uma grande solenidade”.

Quando o Bispo Colmar (o Pe. Colmar, após a Revolução francesa, tornou-se bispo de Mayence) morreu no fim de 1818, para suas filhas espirituais parecia que tudo tinha acabado. Elas se dispõem a “enterrar sua vida no silêncio e no retiro, em Estrasburgo. Tais não eram os desígnios da Providência, pois é da descendência espiritual da Sra. Humann (a Sra. Breck morreu em 1823) que o pequeno grão vai crescer e produzir frutos de fecundidade e santidade para a Igreja.

Em 1820, uma circunstância, aparentemente fortuita, relacionou a Sra. Humann com o senhor Luís Bautain, professor de filosofia na Faculdade de Letras de Estrasburgo. Ela o leva a reencontrar o caminho da fé em Jesus Cristo, a retomar o caminho da Igreja. É uma “conversão” radical. Seu ensino na faculdade de Estrasburgo se ressente disso, suas aulas foram suspensas.

Foi então que abriu um curso particular na casa da rua Toussaint onde encontrou hospitalidade junto à Sra. Humann e de seu sobrinho Adolfo Carl. “Começamos, portanto, em 1823, o curso particular de Filosofia do Sr. Bautain. Éramos apenas quatro alunos nesse primeiro curso: um Irlandês católico, um Russo cismático e dois Judeus.” (Jules Level e Teodoro que aí fez vir seu correligionário e amigo Isidoro Goeschler).

Nas Evocações, Pe. Teodoro diz o que foi para ele esse curso de Bautain: “Encontro com Deus, revelação que Deus é Amor.”

No sábado santo, 14 de abril de 1827, a Sra. Humann batiza Teodoro Ratisbonne.

O “Cenáculo” da rua da Toussaint se ampliou, outros jovens virão se juntar à comunidade cuja alma é a Sra. Humann. Ordenados padres, responsáveis do Seminário Menor de Estrasburgo, a Sra. Humann que deseja uni-los fortemente entre si, pede-lhes de aderirem ao pacto de família que está em espírito de continuidade com o Pacto de Turquestein. Foi assinado a 16 de março de 1832: Adolfo C., Luís B. e Teodoro Ratisbonne receberam cada um o crucifixo do primeiro Pacto.