Origem e História

Theodoro Ratisbonne, nasceu em Estrasburgo em 1802, de família judaica em vias de assimilação. O ensino de um jovem professor de filosofia, Louis Bautain, que buscava sua ciência nas Escrituras, o encaminha, pouca a pouco, para a descoberta do Deus do Antigo Testamento.

Foi batizado em 1827 e ordenado padre em 1830.

Em 20 de janeiro de 1842, seu irmão mais moço, Afonso, recebeu em Roma, em uma aparição de Maria, a graça da fé cristã.

À luz da Palavra de Deus, Teodoro entende o sentido do sinal recebido de Maria e, estimulado por seu irmão, funda em 1843 a Congregação das Religiosas de Nossa Senhora de Sion…

…para ser na Igreja e no mundo testemunha da fidelidade de Deus ao seu amor pelo povo judeu e para apressar o cumprimento das promessas referentes aos judeus e aos gentios. (Constituições art. 2)

Foi em 1910, que Madre Christine, então superiora da casa de Sion de São José, na Costa Rica, recebeu um apelo para a vida contemplativa e compreendeu que não era só para ela, mas para realizar o pensamento do Padre Theodoro.

Foi preciso esperar ainda longos anos para que esse projeto se realizasse.

No dia 31 de outubro de 1926, na primeira festa de Cristo-Rei, as três primeiras irmãs, já reunidas em Grandbourg, separaram-se da comunidade para começar a vida contemplativa em Sion: Madre Christine tinha então 61 anos; Ir. Désirée, 40 anos, natural de Evry, viúva, entrara em Sion com desejo de vida contemplativa, e Ir. Marie, apenas 24 anos, recebida também em Sion para a vida contemplativa, antes que esta existisse. A complementariedade dessas três mulheres foi, desde o início, uma grande riqueza.

Receberam três quartos, perto da capela da casa de Grandbourg: começo humilde e escondido, bem no espírito do Padre Teodoro.

Madre Gonzalès, superiora geral, escreve então a Madre Christine:

“Que tudo seja feito pouco a pouco, devagarinho, silenciosa e simplesmente: não como uma nova fundação, mas simplesmente como religiosa de Sion seguindo as indicações das Constituições que prevêem um ramo com a mesma finalidade, o mesmo de oração, clausula mais austera, o Breviário, mais mortificação. Não é uma árvore plantada ao lado, é um fruto que amadurece na árvore de Sion.”

Depois de alguns meses passados em Grandbourg, a pequena comunidade foi instalada em Lyon, na colina de Fourvière. Durante três anos de vida simples, orante e feliz, a comunidade acolhe quatro novas irmãs. De repente, na noite de 13 para 14 de novembro de 1930, aconteceu um desmoronamento da colina e a desocupação imediata da casa. Em abril de 1931 a comunidade retorna a Grandbourg, desta vez ao lado do Colégio na casa chamada Solitude.

Esse nome designará doravante esta primeira casa contemplativa de Sion e, a seguir, todo o Ramo contemplativo.

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